ILUMINANDO A VIDA
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Minha terra
Mundo afora eu andei
dia e noite sem parar
de toda maneira tentei
um belo lugar encontrar
Mas vejam só que ironia
foi justamente aqui
no meio desses rincões
que encontrei o que queria
Agora sim eu conheço
Lugares de encantos mil
E quem duvidar do que digo
É porque não conhece o Brasil
sábado, 3 de março de 2012
Privilégio...
Na manhã que lhe conheci
De longe a admirava,
pois sua formosa silhueta
a todos encantava
Tudo em você me prendia.
E jamais pensei... Confesso
Que a nossa alegria seria
Um tremendo sucesso
E foi assim, de repente
Quase sem querer
Que em você descobri
A razão do meu viver
Agora, o tempo é testemunha
Do quanto nos amamos.
E ainda me lembro feliz
Do dia em que nos casamos
Pudera todos também,
Como eu, alguém conhecer
E por toda a existência
Jamais se arrepender
A Estação...
Bucólica como o
entardecer,
as vezes misteriosa
por quem vai chegar
não saber
Alegre quando frequentada.
Todos a espera do apito do trem,
e da sineta badalada.
Mas quem vem?
Só o derradeiro instante
é que sabe quem de fato virá
Se é apenas um viajante
ou habitante do lugar
Estado de espírito
Manhã cinzenta.
Mesmo assim os pássaros cantam aqui à volta de casa. Para eles é um dia como outro qualquer. Parece! Será que só eu comparo o tempo?
Se está claro e iluminado, fico feliz — ando, passeio e curto o dia. Mas se está nublado, logo tendo para a melancolia e me enclausuro. Por que será? Serão todos assim?
Hoje resolvi testar e mudar esse estigma temporal. Calcei meu tênis e saí a caminhar. Faria um novo trajeto, e assim poderia sentir ou ver melhor a diferença.
Já havia caminhado um bom trecho quando passei a reparar que realmente estava tudo diferente — e pasmem, para melhor. É verdade, para melhor.
A começar, eu estava leve e solto. Não sentia tanto calor e notei o mesmo nas pessoas que por mim passavam. Pelos botecos a sueca ainda era jogada, acompanhada da velha cerveja — gelada, como sempre — e do churrasquinho, o qual fazia a alegria e o cheiro se espalharem pelo ar.
Os pássaros continuavam a cantar. As plantas e flores estavam mais viçosas devido à temperatura amena.
Não percebi nenhuma reclamação sobre o tempo, do tipo “que calor brabo” ou “hoje está insuportável”. Posso até afirmar que as pessoas, como os pássaros, estavam mais alegres.
Depois de um tempo calculado — não ando com relógio — voltei para casa.
Descobri duas coisas: a primeira, que havia andado mais do que o de costume, sentindo-me em melhor condição física; a segunda, que o tempo é nada mais, nada menos que um estado de espírito. Alegria, alegria... Segredo do bom viver.
Tempo
Nossa... parece que foi ontem.
Festas, bailes, excursões e convívio social,
mas aquela época já não existe mais.
Dias menos agitados,
embora a sensação nos parecesse o contrário.
Belas recordações.
Sentados naquele banco da praça,
juras amorosas,
promessas e planos foram feitos.
Ali, tudo praticamente começou.
Convidei-a a seguirmos juntos pela vida afora.
Ela concordou.
Nada foi fácil e obstáculos tivemos.
Um a um foram sendo vencidos
com trabalho, renúncias e amor.
Hoje depois de tantas lutas
podemos dizer que aprendemos,
crescemos e somos grandes vencedores.
E o tempo?
Ora! O tempo, marcou-nos é claro.
Com rugas na testa de preocupação,
com rugas nos olhos de insatisfação,
mas também marcou, com rugas na boca de tantos risos
e várias alegrias no coração.
Calculando. (miniconto)
O início da tarde mais parecia noite, tal a quantidade de nuvens negras.
Tudo indicava que a tempestade começaria a qualquer momento. A forte ventania e os relâmpagos que já riscavam o céu eram a prova disso, calculou Jandira.
Começou rapidamente a fechar todas as janelas da casa grande e, de uma delas, avistou lá fora no meio do pátio, amarrado ao tronco, o escravo fujão Dionísio ― o amor da sua vida.
Correu a falar com Ágata, sua ama, calculando que ela intercederia por ele, pois se o mesmo ficasse ali, morreria na certa.
Teve como resposta: “Não vou atendê-la. Meu marido viajou e não posso desautorizar o capataz. Calcule o que ele diria.”
Logo teve início a violenta tempestade.
Jandira, desesperada e sem nada poder fazer, rezava para que o tempo se acalmasse.
No final da tarde, Oduvaldo, o amor de Ágata, chegando de viagem, avistou ao longe o seu escravo mais valioso preso ao tronco e deduziu: “Ele deve ter fugido de novo, por isso está preso”. Correu para tirá-lo de lá, calculando que se um raio atingisse o escravo, teria um enorme prejuízo.
Como ele estava amarrado fortemente, Oduvaldo teve dificuldade em soltá-lo. E no desespero, não calculou que também poderia ser atingido.
Da janela onde a chuva batia forte e dificultava a visão, Jandira e Ágata se esforçavam para assistir a cena desesperadora, calculando como tudo acabaria.
Não demorou e elas logo viram quando os dois foram atingidos por um raio fatal...
sábado, 28 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Detalhes
nem as tristezas. Afinal,
se elas de nada servem, então porque eternizá-las?
Agora os momentos felizes, esses sim
me agarro com maestria e guardo-os
na lembrança,
pois eles são como as rosas:
Perfumadas e encantadoras,
mas passageiras.
Novo dia
Eis que mais um dia
amanhece.
A incerteza do que viverei
me estremece.
Novos desafios me esperam
não sei se conseguirei vencê-los
ou se serei vencido,
mas com certeza lutarei para que sejam superados.
E quando o dia terminar,
vitorioso espero sua plenitude
ter vivido.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A Viagem.
Ao conseguir o apartamento, me alojei e nada mais podendo ser feito devido à hora, fui dormir entediado. Acordei bem cedo. Não se espantem, pois quando estou viajando não consigo ficar na cama depois das seis horas – da manhã, é claro. Nessa ocasião eu era gerente nacional de vendas de uma grande empresa e tinha um salário de fazer inveja a maioria dos brasileiros. Entretanto a função exigia, para meu desespero, que eu viajasse quase que sem parar. Nem tanto pelos hotéis por onde eu passava que normalmente eram de quatro a cinco estrelas, ou os lugares, pois na sua maioria eram interessantes e alguns até muito bonitos, mas os deslocamentos aéreos é que acabavam comigo. Eram como doses homeopáticas para a morte. Enfim, um estresse só: desde o momento em que eu entrava no avião, até sair dele. Outra coisa que me tirava do sério nessas viagens era o fato de que, tendo estado nesses locais meses atrás, nada ou quase nada havia sido feito da forma que eu determinara ao representante local. Complementando tudo isso, existia a maldita solidão que nos envolve após o término do trabalho.
Bem, eu estava determinado a fazer meu desjejum calmamente, pois sendo tão cedo o que me sobrava era tempo. E esse tempo, por mais que eu tentasse, infelizmente era preenchido com pensamentos preocupantes do tipo: metas pré-estipuladas a cumprir; a secretária que não fez a correspondência corretamente; o supervisor de vendas com problemas financeiros e por isso não viajou naquele mês; o vendedor com problema de saúde na família; outro que tentou levar vantagem num relatório de despesa e deve ser punido por tal comportamento; o representante que, por ter várias empresas sob sua responsabilidade, não dá a devida atenção às determinações que a minha exige; objetivos pessoais a realizar que vão ficando para depois; o aborrecimento com a mulher que reclama de tantas viagens constantes e longas; e ao mesmo tempo a falta do convívio com a família e outras coisas mais, que eu poderia ficar aqui por uma eternidade enumerando-as.
Terminei o fausto café da manhã e saí do restaurante. Passava pela portaria do hotel e o atendente me chamou: era uma ligação. Atendi; mal tinha dado bom dia e veio a aporrinhação. Meu diretor, que não levantava a bunda da cadeira para nada, fora informado, por não sei quem, que o mercado estava completamente desarrumado e faltava mercadoria nas principais lojas da cidade. Não podia ter recebido um “bom dia” melhor do que aquele. A vontade naquele momento era de mandar tudo para o inferno com ele junto, mas tranquilizei-o dizendo que eu pessoalmente tomaria as providências imediatamente e desliguei o telefone.
Como meu representante só viria me apanhar por volta das nove horas e trinta minutos, resolvi dar uma volta pelo centro e verificar se as informações dadas ao meu diretor tinham fundamento. Saí do hotel e já me vi olhando atentamente a todos os varejos que poderiam comercializar meu produto. Precisava conferir se o mesmo estava presente ou se realmente faltava. Caminhei por quarenta minutos e o que eu via não batia com as informações passadas ao meu diretor – e isso me deixava mais fulo da vida. A vontade era de arrancá-lo de onde estava e esfregar seu nariz naquele panorama oposto ao que me informou, mas como ele estava há dois mil quilômetros dali, o jeito era relaxar. Tudo me incomodava naquele momento. O bom humor, que já não era muito, deu lugar à depressão. Parecia que eu iria sofrer um infarto, tal a irritação. Na verdade a vontade era de jogar tudo para o alto, voltar para casa e acabar com o sofrimento que sentia.
Continuei caminhando, agora com a calçada um pouco mais concorrida, pois as pessoas começavam a chegar em seus locais de trabalho; outras já trabalhando como eu. Enfim, a cidade estava pulsando. De repente, sem mais nem menos, as pessoas sumiram e na calçada abriu-se um clarão à minha frente. Não tive como evitar aquele cenário. A visão foi deprimente e estarrecedora. Deparei com aquele ser humano largado, por alguém, ali no chão; não tinha os braços e nem as pernas, seus membros foram amputados pela raiz. Seu olhar veio de encontro ao meu. Era melancólico e de súplica, que expressava não só seu pedido de ajuda, mas todo um sofrimento. Fiquei atônito. Nesses trinta segundos que me separavam dele, o filme da minha vida se fez presente em minha mente. Passei por ele não me dando conta de que não tinha deixado nenhuma ajuda, o que me obrigou a voltar e pagá-lo pelo seu ensinamento esclarecedor.
Essa rápida, mas inesquecível experiência me trouxe a realidade: reclamar das agruras da vida? Nunca mais.
domingo, 13 de novembro de 2011
Vivendo
Poetar não é difícil,
Já dizia meu xará.
As palavras vem de monte,
Mas quando devemos parar?
É quando a tristeza aperta,
Que vem a inspiração.
Fala-se tudo na certa
Para aliviar o coração.
E você que vai me lendo
Acha tudo estupendo
Sem saber na verdade
O quanto estou sofrendo.
Mas a vida continua...
A roda não pode parar.
Mantê-la sempre girando
Um desafio mesmo a sangrar.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Ela... A razão
Sem querer passei a rimar
E descobri... por ti fiz-me poeta
Minha musa? Talvez! Não sei...
Mas tu com certeza se fez
Meu diamante, minha heroína gigante
Desprovida do interesse vulgar
Uma amiga vibrante
Guerreira, disposta a lutar
E haja o que houver
Ao meu lado sempre está
Pronta para o que der e vier
Musa? Heroína? Diamante? Qual nada!
Muito mais que tudo isso e
É por isso que digo sem medo de errar
Que a minha mulher amante
Com um jeito deslumbrante e
Seu amor fascinante, é o meu eterno inspirar
Depoimento
Apreciei, demasiadamente, seu poetar magnífico e curti o seu site. É um prazer ler poemas tão lindos, textos bem escritos que mostram o respeito para com a Língua Portuguesa, consagrada por Camões, Pessoa, Bilac, Castro Alves, entre outros.
Um abraço,
Edson Gonçalves Ferreira
18/05/2011
Ruy Barbosa
Depoimento de um dos organizadores da República (Senado Federal - 1914)
Era o Imperador Dom Pedro II."
Ruy Barbosa
● Amizade II
AMIZADE... Afeição que não pode ser violada. Por tanto quando for comentar algo sobre alguém certifique-se se é verdade, se transmite bondade ou se tem utilidade. - Imagem - Google
Taj Mahal.
O meu amor é tão grande quanto o do imperador Shah Jahan por sua esposa. Eu também seria capaz de mandar construir algo semelhante, mas como não tenho a grana que ele tinha, minha amada terá que se acomodar lá no cemitério do Pechincha mesmo. - Imagem - Google
O Homem
Roberto Carlos
A letra de "O Homem" foi psicografada por Chico Xavier, ditada pelo espírito Emmanuel...Música de Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração.
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.
Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz, Ele trazia no coração.
Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração que compreendeu
Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim...
O renascer, morrer não é o fim.
Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir
Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
E colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.
Mas ainda há tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra Lhe entregar
Quando Ele aqui chegar
Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir
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